É de deixar qualquer cidadão de bem indignado e revoltado. Rafael Fernandez Rodriguez, o monstro que interrompeu a vida e os sonhos da jovem Kimberly Karen Mota, eterna Miss Manicoré, acaba de ser beneficiado por uma canetada da justiça amazonense. O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), acatou o pedido da defesa sobre a desculpa do "erro de cálculo" e deu um desconto na pena do criminoso de 14 anos. A conta caiu para apenas 13 anos e 4 meses.
Enquanto Kimberly nunca mais vai voltar para os braços da família. O assassino ganha 8 meses de bônus da justiça para se tornar livre mais cedo da cadeia. A frieza desse verme foi total em 2020, dentro de seu apartamento no centro de Manaus, ele não aceitou o fim do namoro e descarregou seu ódio em facadas no pescoço da acadêmica de odontologia. Depois de toda covardia, o sujeito ainda meteu o pé rumo a Venezuela, capotou o carro em Roraima e foi achado escondido igual um rato numa cabana em Pacaraima.
Ele confessou o crime, foi condenado, mas o sistema judiciário parece ter memória curta e agora resolve blindar com esse alívio na sentença. O desfecho desse caso é o retrato da impunidade que a gente vê todos os dias no Amazonas. Para o feminicida, sobram recursos, advogados e revisões de cálculo, para a vítima, resta o silêncio do cemitério e a dor da perda de sua mãe no dia do seu julgamento, a perda do padrasto um ano após e há poucos dias, a perda de seu avô em Manicoré, que nunca mais verão o sorriso da filha e neta, é um tapa na cara da sociedade: o crime foi consulmado com requintes de crueldades, mas no fim das contas, a justiça parece estar mais preocupada com com a matemática do Tribunal, que com o valor da vida de uma mulher. Rafael agora está livre de meses de tranca na cadeia, enquanto Kimberly está presa a eternidade.
Fonte: raíz da notícia.am
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